Escola Técnica e Criativa Senac Salvador

Arquitetura: 23 SUL, WIERMAN.studio

Equipe: Ana Carolina Mamede, Gabriel Manzi Frayze Pereira, Gustavo Wierman, Ivo Magaldi, João Victor Lovadino, Luis Pompeo Martins, Luiz Florence, Moreno Zaidan, Tiago Oakley

Engenharia Estrutural: Hélio Olga

Local: Salvador, BA – Brasil

Ano: 2023

Área Construída: 9.500m2

Status: Premiado – Menção Honrosa

Imagens: Ricardo Iannuzzi

Fases: Concurso

Arquitetura: 23 SUL, WIERMAN.studio

Equipe: Ana Carolina Mamede, Gabriel Manzi Frayze Pereira, Gustavo Wierman, Ivo Magaldi, João Victor Lovadino, Luis Pompeo Martins, Luiz Florence, Moreno Zaidan, Tiago Oakley

Engenharia Estrutural: Hélio Olga

Local: Salvador, BA – Brasil

Ano: 2023

Área Construída: 9.500m2

Status: Premiado – Menção Honrosa

Imagens: Ricardo Iannuzzi

Fases: Concurso

O partido de projeto nasce da intenção de criar um ecossistema protegido de condicionantes externas da área metropolitana da cidade de Salvador e do terreno de projeto, para acolher o programa da nova unidade do SENAC, escola técnica e criativa. Dentro do que se entende por “condicionantes externas”, destacam-se: a avenida de vale Antônio Carlos Magalhães, a alta incidência de irradiação solar ao longo do ano, o vento predominante de leste e sudeste, o talude verde no fundo do lote e a comunidade Alto do Saldanha na cota elevada.

A proposta: Um volume que faz frente com a avenida abriga áreas técnicas e servidoras e serve como barreira sonora e solar. Uma sobre-cobertura leve de estrutura de madeira com vidro e tela microclimática, como uma tenda leve e arejada, conforma o átrio/oásis interno que abraça o talude verde e se abre para a comunidade vizinha.

Como demandas internas, temos a criação de um centro criativo, a conexão com a comunidade vizinha, uma boa articulação entre programas públicos a privados, e a criação de lugares de encontro que favorecem as experiências compartilhadas.
A proposta: o embasamento do conjunto é marcado por uma tribuna que conecta suavemente o térreo e o primeiro pavimento, o terraço, transformando o foyer em um grande palco criativo. O terraço, por sua vez, se torna uma praça pública elevada, que conforma o espaço do auditório em sua barriga. A praça elevada é o espaço de transição, que conecta o átrio ao talude verde que sobe, em rampas apoiadas na topografia, até a cota alta do futuro acesso à comunidade Alto do Saldanha, e os programas públicos aos programas educacionais.

O térreo e primeiro pavimento abrigam os programas públicos, e os pavimento acima, com acesso controlado, abrigam os programas educacionais. O foyer e a praça elevada criam um sistema simbiótico, formando uma topografia protegida que é o coração do edifício.

Por fim, para criar espaços que favorecem as experiências compartilhadas, todos os dispositivos de circulação – as rampas, as circulações avarandadas e as escadas – se conectam às situações internas e externas ao edifício, tornando-se parte de uma circulação urbana integrada. O conjunto de escadas em linha, como a circulação principal do programa educacional, pousa sempre em terraços arejados e verdes – as praças de estudo – lugares de encontro para todos os cursos, que favorecem a criação de uma comunidade acadêmica integrada à malha urbana local.