Pavilhão Brasil Expo Osaka

Arquitetura: 23 SUL, WIERMAN.studio

Equipe: Ana Carolina Mamede, Felipe Giacomin Gripa, Gabriel Manzi Frayze Pereira, Gustavo Wierman, Isadora de Moura Tebaldi, Ivo Magaldi, João Victor Lovadino, Julia Camargo, Lilian Dazzi, Lucas Girard, Luis Pompeo Martins, Luiz Florence, Moreno Zaidan, Pedro Augusto, Sonja Draskovic, Tiago Oakley

Luminotécnico: Anna Turra

Paisagismo: Gabriella Ornaghi e Bianca Vasone

Engenharia Estrutural: MR2 Estruturas

Estruturas de Madeira: STAMADE

Curadoria e expografia: Diego Matos

Parceiro Local: Yoshizawa Souzou Architecture Co

Local: Osaka, Japão

Ano: 2022

Área Construída: 3.000m2

Fases: Concurso

Arquitetura: 23 SUL, WIERMAN.studio

Equipe: Ana Carolina Mamede, Felipe Giacomin Gripa, Gabriel Manzi Frayze Pereira, Gustavo Wierman, Isadora de Moura Tebaldi, Ivo Magaldi, João Victor Lovadino, Julia Camargo, Lilian Dazzi, Lucas Girard, Luis Pompeo Martins, Luiz Florence, Moreno Zaidan, Pedro Augusto, Sonja Draskovic, Tiago Oakley

Luminotécnico: Anna Turra

Paisagismo: Gabriella Ornaghi e Bianca Vasone

Engenharia Estrutural: MR2 Estruturas

Estruturas de Madeira: STAMADE

Curadoria e expografia: Diego Matos

Parceiro Local: Yoshizawa Souzou Architecture Co

Local: Osaka, Japão

Ano: 2022

Área Construída: 3.000m2

Fases: Concurso

Da floresta à nuvem, do ancestral ao contemporâneo.

À medida que nossa sociedade global mergulha fundo no Antropoceno, a arquitetura é confrontada com um dilema ético: por que construir mais? E, se não podemos evitar construir, como devemos construir? Estes devem ser o ponto de partida para qualquer novo design.

O design desta exposição lida com esse dilema a partir de uma investigação sobre as maneiras pelas quais a humanidade, em sociedades não-ocidentais, produziu ambientes de impacto positivo. Os povos indígenas da Floresta Amazônica vêm, há séculos, organizando a floresta para fornecer fontes abundantes de alimentos, materiais de construção, remédios e suplementos artísticos. Essas estratégias estão entrelaçadas a uma cosmovisão maior, na qual os chamados “elementos naturais” como rios, montanhas, plantas e animais são considerados entidades vivas que possuem identidade, personalidade e agência. Como afirma o líder Yanomami Davi Kopenawa em sua obra-prima A Queda do Céu, “o homem branco está destruindo a beleza de nossas florestas”. A civilização amazônica é orientada pela experiência estética, pois a beleza (a pluralidade de sons, cheiros, cores, formas, gostos, texturas) é sinal de um ambiente vivo e previsível – onde o ser humano é apenas um dos agentes produtores de objetos e acontecimentos.

Nosso pavilhão é uma interpretação dessa abordagem esperançosa da vida, com um design que celebra a alegria do encontro humano, destaca a importância da experiência sensorial e nutre a experiência da liberdade espacial. Empoderar as pessoas é permitir que elas se conectem com o que as cerca, promovendo uma sensação de liberdade para seus corpos.

Como sabemos dos impactos ambientais até mesmo da construção mais delicada, nosso conceito para o pavilhão partiu de algumas proposições:

Devemos usar materiais renováveis, como o CLT que vem do manejo florestal;

Devemos usar materiais ultra leves e rápidos de montar, que se assemelhem às construções indígenas e dialoguem com a arquitetura japonesa contemporânea

Propomos uma paisagem caminhável onde o público chega informalmente a um balão-nuvem suspenso. A nuvem é hoje um ícone da tecnologia e também um sinal de mudança climática. Também a nuvem é uma citação da obra Manto Tupinambá, da Lygia Pape, uma nuvem vermelha sobre a Baía da Guanabara – um comentário sobre uma tradição indígena de proteção da terra. O balão tem sido, tradicionalmente, um sinal de futuro – e também um comentário sobre o pioneirismo do Brasil em tecnologias de voo. Nosso projeto é uma montagem de um sonho onde o conhecimento ancestral dos povos florestais e nossos medos futuristas urbanos podem se encontrar em um acontecimento ambiental lúdico e acolhedor